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Curta Partilha, Curta Opinião

13
Nov19

O trânsito das nossas Emoções

No decorrer da nossa atividade como condutor , deparamo-nos com vários cenários de trânsito: uns mais agradáveis, outros que não são tão agradáveis e ainda os que nos deixam com o cérebro a arder. O mesmo se passa com as dinâmicas que estão relacionadas com o funcionamento das nossas emoções. Imaginemos então o Verde como as situações agradáveis que nos trazem conforto e nos permitem estar num estado de maior calma. O AMARELO tomará o significado quase como um sinal de alerta, para abrandarmos e  tomarmos em atenção áquilo que estamos a começar a sentir - seja raiva, seja tristeza, muitas vezes através de um desconforto, tensão, ansiedade ou de uma apatia. Já o Vermelho será sempre um sinal e um estado de alarme, algo que definitivamente não está bem e onde não é seguro avançar. Se atendermos á biologia evolucionista, a capacidade de discernirmos durante um sinal de vermelho (ou até mesmo amarelo) é realmente muito difícil, pois o cérebro não está tendencialmente 'programado' para o fazer. Por conseguinte, será muito importante sermos mais eficazes do que a nossa própria programação e tentar traçar novas linhas. Daí, surge o destaque para a Respiração. Numa situação de amarelo e/ou vermelho, começarmos a ganhar uma tendência para funcionarmos quase como uma tartaruga. Pensemos na carapaça da tartaruga e faremos o seguinte exercício: entrar na carapaça e respirar fundo 3 vezes. O objetivo nunca será ficar na carapaça, mas sim após um sinal amarelo ou num sinal de alarme vermelho retirarmos um pequeno pedaço de tempo para dizer-mos o seguinte para nós próprios - "pára, enche o peito de ar, acalma-te". Isto, ao mesmo tempo que conseguimos progressivamente descontrair os nossos músculos - ssencial para não termos que fazer uma travagem perigosamente forçada ou eventualmente passar o sinal de vermelho. No fundo, permanecer na carapaça até nos sentir-mos suficientemente calmos para sair. É muito fácil pensarmos nos ganhos que daí podemos vir a usufruir.

A vertente da auto-instrução é uma área de estudo e de investigação que se tem revelado muito importante naquilo que depois é o ajustamento psicossocial não só da criança, mas também do adulto. Eis alguns exemplos de coisas que podemos dizer para nós próprios, quer seja num sinal amarelo, quer seja num sinal vermelho:

- "respira fundo"

- "não vou deixar que isto me chateie"

- "eu sou capaz de me acalmar"

- "com mais paciência chego lá"

Como em tudo, todas estas componentes exigem prática. Sem a prática, sem a implementação ou tentativa de, o não-argumento do "é mais fácil falar do que fazer" não tem nenhum tipo de fundamento ou congruência.

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