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02
Jan20

A Saúde Mental nas instituições de acolhimento

À medida que o tempo passa e os relatórios vão saindo dos mais diferentes contextos de análise, os dados tendem a não ser (de todo) favoráveis a um desenvolvimento sustentável do bem-estar da sociedade, atingindo também a fração referente às crianças e jovens institucionalizados. Neste âmbito, no final do mês de Dezembro de 2019 foi entregue ao parlamento o relatório da já habitual Caracterização Anual da Situação de Acolhimento que dizia o seguinte: em 2018, mais de metade (53%) das 7032 crianças e jovens que se encontravam institucionalizadas tinham expressões ou sintomas relacionados com problemas de saúde mental. Das 7032 crianças e jovens, 65% (4554) enquadram-se em grupos de alta vulnerabilidade. Um universo de 1593 crianças encontram-se a ter um acompanhamento psiquiátrico regular e 394 um acompanhamento irregular [1639 a fazer medicação psiquiátrica]. Em acompanhamento psicológico regular ou irregular encontravam-se 2720. Este relatório indica ainda que 3781 crianças e jovens desenvolveram problemas de comportamento, problemas cognitivos, ou manifestaram sintomas psicóticos e dependências. Realça-se ainda que o número de institucionalizados a beneficiar de casas de acolhimento especializado é ínfimo: apenas 97 em 2018 (94 em 2017). Por fim, a adição de drogas continua a ser um fator predominante em jovens entre os 15 e os 17 anos de idade, atingindo assim 78% deste conjunto de jovens em acolhimento.
Esta acaba por ser mais um espelho de uma realidade específica, onde se verificam novamente dados muito significativos e merecedores de reflexão pelas diferentes entidades responsáveis e influenciadoras (politicamente, inclusive).

Link da Notíciahttps://www.publico.pt/2019/12/31/sociedade/noticia/metade-criancas-acolhimento-problemas-saude-mental-1898888

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